VOCÊ
NÃO ESTÁ
SOZINHO

#FALANDOSOBREISSO

Criança não é estatística.

São vidas que se formam com base nas experiências e memórias criadas durante a infância e adolescência.

É preciso dar um basta.
Precisamos falar sobre isso.

LIGUE 100

ABUSO
SEXUAL
INFANTIL

Expor o tema abuso sexual infantil é uma forma de direcionar ações para acabar com o monstro que persegue crianças há gerações. Assim, vamos acionar os agentes que podem reverter estas situações: nós.

O compromisso de mudar uma realidade fundamentada no medo é desmistificar o silêncio por trás desta violência. Precisamos incentivar a conversa sobre o tema em todos os setores da sociedade.

Falar é cuidar, orientar e proteger;
Falar é encarar o tabu.

  • Abuso sexual é o 2º tipo de violência mais comum contra crianças no Brasil
  • 40% dos casos de abuso são referentes a crianças de 0 a 11 anos
  • Cerca de 67,7% das crianças que sofrem abuso sexuais são meninas
  • Meninos representam 16,52% das vítimas
  • Perfil do agressor: 62,5% são homens de 18 a 40 anos

 

Fonte: Governo Federal

Precisamos falar sobre isso!

Falar é denunciar.

Procure orientação sobre como agir em caso de suspeita de abuso sexual infantil.

  • Ligue 100 – Funcionamento 24 horas
  • Entre em contato com o Conselho Tutelar de sua região
  • Em caso de ocorrência, conduza a criança imediatamente ao médico
  • Encaminhamento psicológico e apoio familiar serão fundamentais para o desenvolvimento da criança.

DISQUE 100

Faça Sua Parte

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Sinais Velados

Texto de uma vítima, e mãe

Quando o assunto é abuso infantil, diversos são os sentimentos despertados em quem está de fora da situação: revolta, pena, gratidão por não fazer parte das estatísticas desta realidade tão cruel. Mas, deixando de lado a indignação, procure imaginar como funciona a cabeça das vítimas, o que elas estão passando e quais são os sinais que transmitem numa tentativa de socorro implícita e quase sempre frustrada, já que normalmente esses não são percebidos.

Segundo dados aterrorizantes 69,2% dos casos de abuso infantil acontecem dentro do ambiente familiar e a não percepção dos pequenos sinais emitidos de maneira tímida pelas crianças que são violentadas não é de forma alguma mero descaso dos familiares, embora, infelizmente, é sabido que existem casos em que, seja por amor ou medo, há cumplicidade de uma das partes, deixando o menor extremamente vulnerável, podendo apenas contar com a sorte de que alguém fora do núcleo familiar o perceba e compreenda sua fala velada e dolorida.

No entanto, a incapacidade da sociedade para lidar com assunto tão sério, chega ser inverossímil e limita-se apenas a dúvidas e achismos, sem apuração de fatos, denuncia ou proteção daqueles em estado de vulnerabilidade.

Então, como mudar este quadro? O que fazer para que todas as pessoas atentem-se e voltem seus olhares para essas crianças e seus pequeninos sinais de fumaça?

Conhecer a criança e compreender que não são capazes de confrontar a crueldade e tirania em que estão submetidas é o primeiro passo. Acreditar no que dizem, quando dizem e, percebê-la é salvá-la.

Geralmente, a criança apresentará um conjunto de indicadores, a depender de sua faixa etária e história de vida, lembre-se cada ser humano é único e não existem receitas prontas para isso, cada caso é um caso. Todavia, alguns aspectos podem ser observados:

1) Comportamental: de maneira repentina a criança modifica o seu humor, de calma passa ser agressiva, de alegre e espontânea, fecha-se e torna-se introspectiva. Além disso, outros sinais neste quesito podem ser relevantes, como: a rejeição de determinado membro familiar e atrasos para retornar ao lar, preferindo estar em qualquer outro lugar.

2) Afeto incondicional: assim como demonstrar rejeição, a vítima também pode agir de forma contrária e apresentar afeto excessivo ao abusador. Isso ocorre, pois normalmente são manipuladas emocionalmente não conseguindo discernir ou compreender que são vítimas daquela situação, levando-as ao silêncio e posteriormente à culpa, o que no futuro, pode traduzir-se em autoflagelação e até suicídio.

3) Retrocesso: manifestações como chorar sem motivo, isolação social, falta de confiança em adultos estranhos, chupar o dedo ou fazer xixi na cama, podem ser grandes indícios de abuso infantil.

4) Sexualidade precoce: pode manifestar-se sob diversos aspectos, desenhos de genitais, brincadeiras com cunho sexual, reprodução de abuso em colegas e brinquedos, uso de expressões para genitais diferentes das aprendidas em casa ou próprias da idade e masturbação frequente.

5) Hematomas: Em muitos casos o abuso pode vir acompanhado de maus tratos, neste caso a negligência pode ser percebida por meio de manchas roxas, doenças sexualmente transmissíveis e até mesmo gravidez.

Estes são apenas alguns de muitos fatores indicativos de abuso, além de, alguns, serem próprios da adolescência, por isso é necessário que um especialista seja notificado, diversos são os canais para a denúncia e providências em caso de suspeita.

Estar informado, atento aos sinais e pronto para acolher e ouvir uma criança vítima de abuso sem torná-la responsável é mais do que responsabilidade social é um ato de amor!

Esteja pronto!